Esse é o meu Brasil
Sei que este meu blog não foi criado com o intuito de falar de coisas sérias, mas, depois que li esta notícia, senti um aperto tão grande na garganta, e uma raiva tão dolorosa crescendo no meu peito, que não posso me abster de comentá-la.
Para quem não lembra, há 3 anos, no dia 07 de fevereiro, 5 homens assaltaram um carro no subúrbio da cidade do Rio de Janeiro. Nada muito anormal, a não ser pelo fato que, a despeito de terem mandado sair a mulher que dirigia o veículo, e a filha mais velha, no banco do carona, mesmo com o pedido da mãe, para ajudar a soltar o filho menor, que estava no banco de trás, esses 5 facínoras arrancaram com o veículo, e com ele fugiram por mais de 7km, com o menino preso ao cinto de segurança, sendo arrastado por todo o caminho. E, para contradizer o que nossos queridos bandidos falaram, de que não sabiam que havia alguém sendo arrastado, existe o relato de várias testemunhas, que gritavam pelas ruas, ou mesmo seguiam o carro, buzinando, acenando, piscando o farol, querendo que eles parassem, mas não o fizeram, a não ser para fugir, quando viram que a situação ficou complicada.
Pois bem. Felizmente, pouco tempo depois, os 5 foram presos, mas, infelizmente, um deles era menor de idade, e, portanto, mesmo tendo 16 anos, mesmo com total discernimento dos atos que praticou, foi “punido” apenas com uma medida sócio-educativa. Lindo. Para verem o absurdo dessa verdadeira mãe para que delinquentes juvenis cometam crimes, sentindo-se totalmente impunes, dois dos 5 bandidos ficaram responsáveis por dar cobertura ao ato, enquanto esse menor entrou no carro, e ficou no banco de trás, o justo lugar onde João Hélio estava. Os dois que deram cobertura, foram condenados a 39 anos de prisão, enquanto o nosso pobre e inocente rapaz de 16 anos, obteve a chance de ser ressocializado, como se o crime que ele cometeu, por vontade, e com consciência plena dos atos, fosse diferente do cometido pelos outros bandidos. Como se um par de anos fosse o suficiente para transformar um crime em outro. Será que nenhum jurista, nem o Congresso Nacional dessa merda de país, enxergam como isso é contraditório? É tão difícil assim de perceber como não faz nenhum sentido colocar o cada vez menos importante e relevante marco etário, como suficiente para mitigar a culpabilidade?
E, chamo de merda de país, por vários motivos. Não sou um ufanista sem causa, que penso que tenho que amar o Brasil acima de tudo, e fechar os olhos para toda a podridão que há aqui, muitos deles com o falacioso discurso de que “somos abençoados pela natureza, pois, veja só, não temos furacões, tufões, tsunamis nem terromotos aqui”, ou de que “somos um povo feliz, hospitaleiro, camarada”, ou ainda, o pior de todos, de que “Deus é brasileiro”. O Brasil é um país de merda, e eu afirmo isso categoricamente, não para querer ser o diferente, ou por ser influenciado por pensamentos culturais externos. Não, nada disso. Eu queria muito poder sentir orgulho verdadeiro do país onde nasci, até porque isso não foi uma escolha minha. Mas, torna-se impossível, vendo as coisas que aqui acontecem, e comparando com o mundo civilizado. Queria morar em um país, onde, um governador de estado, ao ser pego traindo a esposa com prostitutas, mesmo isso não tendo nenhuma relação com a atuação política dele, pelo simples fato de manchar a moral do sujeito, que deve ser completamente ilibada, devido ao cargo que ocupa, renunciasse ao posto de poder. Mas, querer isso é sonhar demais. Eu tenho plena noção disso.
Porém, quando eu já acho que tudo de ruim que podia ter acontecido, já aconteceu, surge uma notícia como a do começo do post. Concordo que ameaçar a família de um criminoso não faz sentido, pois, normalmente, ninguém cria um filho para ele se tornar um bandido que roube galinhas, muito menos para ele cometer um ato de tão vilanesca crueldade. Mas, se já era absurdo incluir esse marginal, hoje já maior de idade, no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente (vejam, como o Brasil é um país que tem um gosto pela contradição. O cara que hoje tem 18 ou 19 anos, pela lei não é considerado mais um adolescente, mas para o governo, pode ter o benefício de pertencer ao programa que os protege), já que foi ele quem se colocou na condição de ser sujeito dessas ameaças, ao escolher roubar e matar, ainda me surge uma ONG de Direitos Humanos, entidades que são alvos do meu mais profundo asco e desprezo, já que defendem apenas aqueles que cometem os crimes, e NUNCA as vítimas, fornecendo ao maldito bandido, e a toda família, a oportunidade de viver na Suíça, com casa, nova identidade, e todo o auxílio para ter uma vida que ele nunca sonharia em ter no Brasil, mesmo que não tivesse matado ninguém.
Então, vamos recapitular. Você tem 16 anos, resolve participar de um assalto simples, roubar um carro e fazer uma graninha, talvez para comprar droga, talvez para poder comprar uma roupa nova pra ir ao baile funk. Ao cometer o roubo, você deixa uma criança presa pelo cinto de segurança, e a arrasta por 7 km, mesmo com uma enormidade de gente te avisando que tem uma criança sendo arrastada pelo chão, afinal, um bom bandido não pode ser preso. Você, ao fim dessa corrida assassina, abandona o carro e a criança, totalmente dilacerada, que terá que ser enterrada pelos pais, aos 6 anos de idade, que eu imagino ser a pior dor da vida, ter que se despedir eternamente de um filho, principalmente de um jeito tão violento e abrupto, provavelmente com o caixão fechado, tamanha a destruição que causaram ao corpo dele, e vai ter, pelo resto da vida, essa memória excruciantemente danosa povoando sua mente, seus pensamentos, além de passar a pensar em todos os “se” possíveis, já que o futuro do seu filho nunca vai se tornar realidade. Após abandonar o carro, você foge, depois é preso, e, por ter menos idade do que algum gênio decidiu ser o bastante para excluir sua culpabilidade, recebe apenas uma medida sócio-educativa, que em outras palavras, significa que você pode matar o quanto quiser, até fazer 18 anos, que o máximo que vai acontecer é você ter que passar 3 anos com outros caras de idades semelhantes à sua, dormindo, comendo e jogando bola de graça, sem fazer nada de útil para ninguém, sem restituir, ao menos financeiramente, os danos que causou, além de ter acompanhamento médico, psicológico, nutricional, e etc, de graça (de graça para o bandido, não para a sociedade, que fique claro), e que depois desses anos de mordomia, estará livre. Não sendo o bastante, por você ter cometido um crime tão vilipendioso, que os próprios bandidos têm nojo e ódio de você, ao ponto de quererem te matar, você ingressa no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente, mesmo já sendo maior de idade, para que ninguém faça nada contra sua vida. E, se isso ainda não foi o suficiente, surge uma ONG de defesa dos Direitos Humanos, que para mim não passam de uma grande creche de bandidos, e te oferece a oportunidade de ir viver, com toda sua família, com garantia de casa e nova identidade, na Suíça. Ou seja, você mata uma criança, e ganha tudo isso. Nem o Programa do Gugu é tão generoso.
E para a família do menino que morreu? Será que alguma ONG ofereceu casa e nova identidade na Suíça? Será que o governo ofereceu todas as benesses que nosso pobre menor infrator recebeu enquanto estava preso? Será que essa ONG “Projeto Legal” faria o mesmo pela familía do João Hélio? Duvido muito.
E o que mais me revolta nisso tudo, é ver como a lei e as entidades governamentais são condecendentes com os criminosos, mesmo quando eles cometem as piores atrocidades possíveis, coisas que nem um oficial nazista teria estômago de fazer. Como estudante de Direito que sou, toda essa situação me causa uma repulsa indescritível, e o pior: causa uma total descrença no sistema jurídico brasileiro, que será o meu objeto de trabalho. Não tem motivação que resista ao ver o ideal mais básico de justiça, proposto por Aristóteles, de tratar os iguais como os iguais, e os desiguais como desiguais, na medida que se desigualam, ser cuspido, pisado e rasgado por quem deveria o estar defendendo. Para finalizar, como disse, eu sou estudante de Direito. Nunca matei ninguém, nunca roubei nem uma bala na padaria. Mas, duvido que uma ONG se dispusesse a me oferecer uma casa na Suíça, para eu ter a oportunidade de fazer um Mestrado. Porém, acho que se eu sair na rua, roubar um carro e arrastar uma criança por quilômetros, isso fica mais possível de ocorrer, não acham?
Prêmio Contigo do Metal – 2009
“Mais um ano chegando ao final. Depois de 364 dias, de coisas boas, coisas ótimas, coisas ruins, e coisas terríveis, chegamos ao dia 365, com muita gente fazendo promessas, pensando que tudo vai mudar no ano vindouro, como se mudar um ano fosse algo além de virar uma folha no calendário, elaborado por comedores de criancinhas, e promulgado pelo chefe dos comedores (cujo nome não é Victor, antes que pensem o contrário), o que não passa de uma invenção humana para contar e manusear o tempo, sem nenhum efeito real sobre este, já que os homens são os seres mais fracos ante as intempéries nexo-tempo-espirituais”. (Trecho retirado de um livro de filosofia da Hungria.) De qualquer modo, o último dia do ano pode ser motor de coisas interessantes, como listas de melhor do ano. Melhor jogador de críquete, melhor ator pornô de filmes de zoofilia, melhor homicídio do ano, melhor corte de cabelo entre os esquimós, e, nesse caso, melhores álbuns de metal do ano de 2009. Por este motivo, decidi fazer um pequeno post listando os 10 melhores álbuns do ano que tá acabando, e assim, tentar inserir um pouco de bom gosto musical nesses incautos que leem meu blog. Então, vamos aos trabalhos:
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10º lugar – The Project Hate MCMXCIX – The Lustrate Process
Ficha Técnica:
1. “Descend Into the Eternal Pits of Possession” 12:55
2. “You Come to Me Through Hell” 8:55
3. “See the Filth Become Flames in This Furnace” 8:20
4. “Our Wrath Will Rain Down from the Sky” 8:36
5. “The Locust Principles” 9:09
6. “Arise to His World of Infamy” 9:41
7. “The Burial of Gods” 7:01
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Esse é o sexto álbum dessa banda, que inclusive foi a última a ser parte dos meus reviews. E é um álbum muito bom, quase tão bom quanto o “In Hora Mortis Nostrae”, principalmente por contar com a participação de muita gente famosa na noite, como Christian Älvestam, L.G Petrov e Martin Van Drunen, Johan Hegg, e mixagem de Dan Swanö. A fórmula é a mesma que fez o sucesso do álbum anterior: troca de vocais femininos, melódicos, com vocais guturais, graves, das profundezas malignas; instrumental impecável, mesmo com a troca de guitarrista e baterista, com relação ao álbum anterior, e a saída do baixista, e a mistura de death metal progressivo com música eletrônica.
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9º lugar – Warbringer – Waking Into Nightmares
Ficha Técnica:
1. Jackal – 3:09
2. Living In a Whirlwind – 3:21
3. Severed Reality – 3:59
4. Scorched Earth 3:44
5. Abandoned By Time – 4:21
6. Prey For Death – 4:46
7. Nightmare Anatomy – 4:02
8. Shadow From the Tomb – 4:07
9. Senseless Life – 4:57
10. Forgotten Dead – 4:03
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. Uma banda da nova geração do Thrash Metal, que lançou seu primeiro álbum em 2008, e um ano depois, já lançou a sequência. Para muitos, isso poderia significar pressa, algo feito sem o cuidado necessário, mas, no caso do Warbringer, isso funcionou bem ao contrário, já que esse segundo disco é ainda melhor que o primeiro, o excelente “War Without End”, talvez por contar com a produção do sagazmente foda guitarrista e fundador do Exodus, Gary Holt. Mostrando o porquê de serem considerados uma das melhores bandas da nova geração, além da razão de terem contrato com a gravadora Century Media, esses californianos fazem um Thrash parecido com o estilo do já citado Exodus, mais direto, agressivo, rápido, com músicas de média duração. Se você gosta de Thrash, tem tudo pra gostar de Warbringer.
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8º lugar – DevilDriver – Pray for Villains
Ficha Técnica:
1. Pray for Villains – 4:02
2. Pure Sincerity – 4:38
3. Fate Stepped In – 5:10
4. Back With a Vengance – 3:42
5. I’ve Been Sober – 5:16
6. Resurrection Blvd. – 3:59
7. Forgiveness Is a Six Gun – 4:42
8. Waiting for November – 5:07
9. It’s in the Cards – 4:25
10. Another Night in London – 3:05
11. Bitter Pill – 4:25
12. Teach Me to Whisper – 4:01
13. I See Belief – 3:55
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Eu conheço o Dez Fafara, vocalista e “dono” da banda, desde quando ele ainda era poser, e tocava New Metal com o Coal Chamber (que por sinal eu gostava bastante). Mas, desde 2004, ele resolveu mudar de ares e de sons, por estar cansado de tocar as coisas que o Coal Chamber fazia, e decidiu passar uma temporada num mosteiro em Svartalfheim, na Noruega, para completar seu rito de tr00zificação. Após isso, ele criou o DevilDriver, uma banda de Groove/Melodic Death Metal, bem melhor que sua antecessora, que lança álbuns progressivamente bons, desde o primeiro, self-titled. E, com esse Pray for Villains, lançado pela Roadrunner, conseguiram o melhor trabalho da carreira, chegando ao equilíbrio entre as passagens pesadas, e as mais melódicas, além de conseguirem a maior qualidade no que se refere a criar riffs, e músicas, memoráveis.
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7º lugar – Evile – Infected Nations
Ficha Técnica:
1. “Infected Nation” 5:33
2. “Now Demolition” 5:46
3. “Nosophoros” 5:29
4. “Genocide” 7:42
5. “Plague to End All Plagues” 5:55
6. “Devoid of Thought” 5:37
7. “Time No More” 4:00
8. “Metamorphosis” 7:40
9. “Hundred Wrathful Deities” (Instrumental) 11:14 .
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Indiscutivelmente, esses britânicos são a melhor banda de Thrash da nova geração. Em 2007, com produção do lendário dinamarquês Flemming Rasmussen, que produziu os 3 melhores álbuns do Metallica, o Evile lançou o fantástico álbum “Enter the Grave”, o que já foi o bastante para eu e boa parte da crítica especializada considerá-los essa tal melhor banda da nova geração. E, com o lançamento do “Infected Nations”, esse ano, eles consolidaram, de fato, seus nomes na cena metaleira mundial, mostrando uma qualidade incrível em suas composições, e, criando uma esperança para que tenhámos bandas marcantes para as gerações futuras, o que está em falta. Tocando Thrash num estilo que possui semelhanças, mas não cópia, de suas principais influências, que são Exodus, Metallica, Testament e Slayer, além de bandas de Death Metal, como Obituary e Death, o Evile conseguiu melhorar o que já era praticamente perfeito, lançando uma obra para ficar marcada como uma das melhores do Thrash, nos últimos tempos. Diferente do primeiro álbum, esse “Infected Nations” é mais progressivo, assemelhando-se com o “…And Justice for All”, com músicas longas, intricadas, cheias de riffs e solos memoráveis, e com o vocal muito bom de Matt Drake. Infelizmente, em Outubro desse ano, o baixista da banda, Mike Alexander, morreu na turnê do novo álbum, devido a uma embolia pulmonar. Mas, mostrando uma força comparável ao de seus ídolos do Metallica, os caras do Evile já escolheram um novo baixista, John Graham, e vão continuar a turnê, no próximo ano.
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6º lugar – Artillery – When Death Comes
Ficha Técnica:
1. When Death Comes 05:56
2. Upon My Cross I Crawl 05:28
3. 10.000 Devils 05:22
4. Rise Above It All 05:32
5. Sandbox Philosophy 04:44
6. Delusions Of Grandeur 05:10
7. Not A Nightmare 05:30
8. Damned Religion 05:10
9. Uniform 05:00
10. The End 05:22
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Conheço o Artillery tem um bom tempo, mas, infelizmente, não tinha algo recente deles para ouvir, até o lançamento desse álbum. Depois do magnífico “By Inheritance”, lançado em 1990, um dos melhores álbuns de Technical Thrash Metal da história, eles ficaram 9 anos sem gravar nada novo, até que fizeram o disco “B.A.C.K”, que foi bom, apenas isso, e sumiram no mapa, novamente. Mas, eis que surge a notícia de que eles estavam de volta ao estúdio, gravando, e com uma mudança no lineup: saiu o vocalista de longa data, Flemming Rönsdorf, que tinha uma voz que seria bem adequada para cantar power metal, e entrou Soren Nico Adamsen, que, embora também tenha um vocal melódico, é bem mais grave (e melhor), que o de seu antecessor. E, como o resto da banda foi mantido, os mesmo integrantes que sempre fizeram coisa boa, principalmente os irmãos Stützer, guitarristas e mentores da banda, eu tinha certeza que algo muito bom seria feito. E, essa certeza não foi só confirmada, como ampliada, já que foi lançado um disco melhor do que eu esperava. Excelentes músicas, excelentes composições, excelentes riffs, excelente vocal, excelente bateria, excelente baixo, excelente letras, excelente mixagem, excelente capa. Uma ode à excelência.
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5º lugar – Scar Symmetry – Dark Matter Dimensions
Ficha Técnica:
1. “The Iconoclast” – 5:07
2. “The Consciousness Eaters” – 4:42
3. “Noumenon and Phenomenon” – 4:13
4. “Ascension Chamber” – 3:48
5. “Mechanical Soul Cybernetics” – 3:27
6. “Non-Human Era” – 4:45
7. “Dark Matter Dimensions” – 4:12
8. “Sculptor Void” – 5:23
9. “A Parenthesis in Eternity” – 4:43
10. “Frequencyshifter” – 3:15
11. “Radiant Strain” – 4:15
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Eu conheci essa banda no ano passado, por intermédio de um amigo do Camboja, que foi sequestrado enquanto trabalhava na fazenda de arroz da sua família, na cidade de Phnom Penh, e veio para o Brasil, para ser contínuo. Assim que ouvi o primeiro CD deles que conheci, o “Holographic Universe”, lançado ano passado, foi amor à primeira vista, já o considerando um dos melhores de 2008, e colocando essa banda como uma das melhores descobertas dos últimos tempos. Mas, infelizmente, junto disso, veio a descoberta de que o então vocalista, Christian Älvestam, dono de uma das melhores vozes do metal atual, que canta em 276 bandas, e era um dos grandes responsáveis por eu gostar tanto da banda, resolveu sair dela, e seguir com outros projetos. Para seu lugar, numa tentativa de manter o estilo vocal da banda, de guturais e vocais melódicos, dois vocalistas foram contratados: Roberth Karlsson, para o gutural principal, e Lars Palmqvist, para o vocal limpo principal, enquanto ambos desempenham a função inversa, no backing vocal. Confesso que fiquei apreensivo, quando soube disso, especulando que uma excelente banda, que tinha acabado de conhecer, já ia “acabar”. Porém, graças a Odin, não tive que chorar lágrimas de sangue ao ouvir esse “Dark Matter Dimensions”, pois se trata de um excelente álbum, e os novos cantores, mesmo não sendo tão bons quanto Christian, fizeram um excelente trabalho. Um magnífico trabalho, de uma das minhas bandas preferidas, não apenas de Melodic Death Metal, como de todos os estilos.
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4º lugar – Megadeth – Endgame
Ficha Técnica:
1. “Dialectic Chaos” Dave Mustaine 2:24
2. “This Day We Fight!” Mustaine 3:31
3. “44 Minutes” Mustaine 4:37
4. “1,320′” Mustaine 3:51
5. “Bite the Hand” Mustaine 4:01
6. “Bodies” Mustaine 3:34
7. “Endgame” Mustaine 5:52
8. “The Hardest Part of Letting Go…Sealed With a Kiss” Mustaine, Chris Broderick 4:42
9. “Head Crusher” Mustaine, Shawn Drover 3:26
10. “How the Story Ends” Mustaine 4:27
11. “The Right to Go Insane” Mustaine 4:20
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Patodeth. Uma banda com a carreira tão polêmica quanto extensa, e maravilhosamente boa, na maior parte do tempo. Depois de tantas idas e vindas, trocas de integrantes, mudança de estilo musical, volta ao estilo consagrado, e depois do ótimo “United Abominations”, lançado em 2007, Mustaine não sossegou seu rabo de Pato Donald, e, mais uma vez, trocou o outro guitarrista, dessa vez, saindo Glen Drover, que tocou em apenas um álbum, e entrando o gigante, em tamanho e habilidade, Chris Broderick, que eu conheci quando tocou com o Nevermore, na turnê do disco “This Godless Endeavor”, troca esta que fez um bem danado para a música do Megadeth, que conseguiu, assim, criar uma obra que merece ser listada em conjunto com os clássicos da primeira metade da carreira da banda. São riffs, maravilhosos riffs, solos em profusão (para meu amigo cambojano, solos até demais), uma boa performance vocal do Mustaine, levando em consideração que o vocal dele é uma merda de ganso, as habituais letras polêmicas do Megadeth, falando de política, majoritariamente. Um dos melhores álbuns da década.
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3º lugar – Hypocrisy – A Taste of Extreme Divinity
Ficha Técnica:
1. “Valley of the Damned” 4:17
2. “Hang Him High” 4:35
3. “Solar Empire” 5:16
4. “Weed out the Weak” 3:50
5. “No Tomorrow” 4:16
6. “Global Domination” 5:15
7. “Taste the Extreme Divinity” 3:36
8. “Alive” 4:22
9. “The Quest” 5:31
10. “Tamed (Filled With Fear)” 4:39
11. “Sky Is Falling Down” 4:32
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Mais uma banda que eu conheci há relativo pouco tempo, mas já figura entre as minhas favoritas. Na verdade, antes de conhecer a criatura, eu conheci o criador, Peter Tägtgren, músico e produtor muito famoso na Suécia, que cantou em um álbum do Bloodbath, banda que conheci nas minhas andanças pela internet, e disso, descobri sobre o magnífico Hypocrisy. Ouvi, baixei a discografia, ouvi mais ainda, e percebi que estava diante de uma banda fantástica, daquelas que sempre quero ouvir. E, para melhorar tudo, descobri que eles iam lançar um disco novo esse ano, o que aumentou minha felicidade. Eu só não imaginava que esse “A Taste of Extreme Divinity” seria tão bom quanto realmente é. Rotulado como Melodic Death Metal, classificação que eu concordo, devido às melodias características de guitarra, é um dos Melodeaths mais brutais que existem, com riffs muito pesados, tanto nas músicas mais grooveadas, quanto nas músicas mais “thrashy”, como a faixa de abertura, “Valley of the Damned”, que é a melhor do álbum, e uma das melhores que ouvi na vida. Fenomenal.
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2º lugar – Slayer – World Painted Blood
Ficha Técnica:
1. “World Painted Blood” Tom Araya, Jeff Hanneman 5:53
2. “Unit 731″ Hanneman Hanneman 2:40
3. “Snuff” Kerry King King 3:42
4. “Beauty Through Order” Araya, Hanneman Hanneman 4:37
5. “Hate Worldwide” King King 2:52
6. “Public Display of Dismemberment” King King 2:35
7. “Human Strain” Araya, Hanneman Hanneman 3:09
8. “Americon” King King 3:23
9. “Psychopathy Red” Hanneman Hanneman 2:26
10. “Playing With Dolls” Hanneman, King, Araya 4:14
11. “Not of This God” King King 4:20
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Essas duas primeiras posições do meu “ranking” foram bem difíceis pra escolher. Eu ia colocar Slayer como primeiro colocado, mas, resolvi ser honesto comigo mesmo e, embora o World Painted Blood tenha ficado extremamente bom, e Slayer seja a minha banda preferida, ele não foi o melhor desse ano. Essa é a verdade. Mas, isso não é nenhum demérito para esses quatro rapazes angelicais, já que o primeiro colocado foi um álbum verdadeiramente destruidor, que merece, e muito, a sua posição. Falando do World Painted Blood, foi a sequência para o “trabalho” iniciado com o “Christ Illusion”, de 2006, que contava, depois de muito tempo, com a formação original novamente reunida, o genial Dave Lombardo voltando às baquetas, e mostrando, como sempre fez, porque é o melhor baterista de metal de todos os tempos. Mas, enquanto o “Christ Illusion” remontava à época mais “tr00″ do Slayer, com menos melodia e mais destruição, o “World Painted Blood” seguiu um outro caminho, digamos que equivalendo a melodia com a destruição, de forma semelhante ao que ocorreu no clássico “Seasons in the Abyss”. Obviamente, você deve entender a palavra “melodia” no conceito do que ela significa para o Slayer, que é ser algo “não-totalmente-tora-xoxotas-mas-que-vai-fazer-você-bangear-até-que-esteja-saindo-sangue-pelos-seus-ouvidos-enquanto-você-recita-um-cântico-aos-Aesir”. Por isso, embora mais melódico que seu antecessor, você pode esperar um típico álbum do Slayer, mais um disco de extrema qualidade, continuando a longa, magistral e impecável carreira desses adoradores do pé preto.
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1º lugar – Kreator – Hordes of Chaos
Ficha Técnica:
1. “Hordes of Chaos (A Necrologue for the Elite)” 5:04
2. “Warcurse” 4:10
3. “Escalation” 3:24
4. “Amok Run” 4:12
5. “Destroy What Destroys You” 3:13
6. “Radical Resistance” 4:43
7. “Absolute Misanthropy” 3:37
8. “To the Afterburn” 4:53
9. “Corpses of Liberty” 0:55
10. “Demon Prince” 5:16
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Para a surpresa de alguns que vão ler esse meu post, ou de todos, talvez, é do Kreator o meu álbum preferido do ano de 2009. Surpresa não por causa da banda, que é figurinha fácil entre as minhas preferidas, mas pelo fato de eu ser um “Slayer-whore”, e tê-los colocado como vice-campeões do ano. Fiz isso com muito pesar no coração, mas esses alemães (e um filandês), merecem, e merecem demais, estarem no topo do ano. Curiosamente, de todos os álbuns dessa lista, aliás, de todos os álbuns lançados em 2009, esse foi o primeiro que eu ouvi, já que vazou ainda no final de 2008, na internet. Mas, como o lançamento oficial foi no começo desse ano, ele é um disco de 2009. E que disco maravilhoso, é este. Depois de épocas turbulentas, onde o Kreator andou flertando com estilos bastante heterodoxos, a partir de 2001, com o lançamento do “Violent Revolution”, e mais ainda, em 2005, com o “Enemy of God”, meu disco favorito deles, o Kreator voltou aos trilhos dantes navegados, do Thrash caracteristicamente teutônico, pesado, rápido, agressivo, brutal, mas com o aditivo da melodia, que foi mais utilizada por eles na década de 90, com os tais heterodoxismos. Porém, para o “Hordes of Chaos”, essa melodia foi praticamente toda deixada de lado, voltando apenas com a agressividade que remonta aos tempos do soberbo “Extreme Aggression”, aquele Thrash que corta sua gargante, te pendura de cabeça pra baixo num gancho de prender porco no açougue, e te faz sangrar até a morte. Um dos melhores registros da carreira do Kreator, e do Thrash Metal de todos os tempos.
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Bem, então é isso tudo, amiguinhos. Um 2010 cheio de escuridão em vossos corações, e até o ano que vem.

Presuntinho já ficou pendurado no açougue. Depois disso, ele virou o Evil Pig from Carpathian Forests of Death.
Projeto algum número em romano, que não sei qual é
Olá senhoras, senhores, Victo…, ops, pessoas de todas as orientações sexuais. Cá estou eu novamente, para transmitir aos meus 30 leitores diários em média, que visitam meu maravilhoso blog, mais um pouco do meu conhecimento musical (sério, eu não sei como 30 pessoas visitam isso aqui, todo dia. O blog é meu, e nem eu faço isso. Agora, obviamente vocês não leem as coisas que eu posto, e, se leem, não comentam, né? Tá bom de isso mudar. Comentem aí, eu gosto, e respondo todo mundo.). Hoje, eu ia escrever sobre uma outra banda, que é relativamente mais conhecida do que a que falarei agora, além de ser uma de minhas bandas preferidas, no geral, o que tiraria o propósito da minha coluna “Conhece o Mário?”, onde eu tento falar sobre bandas menos conhecidas da galera Rédbenz. Mas, pretendo falar dessa banda preterida, num futuro próximo, já que ela é fantástica, e merece o meu parecer. Por hora, contentem-se com a outra banda sobre a qual eu falarei, já que ela também é fantástica, e com uma proposta sonora MUITO interessante , que, sem dúvida, merece atenção.
Como muitos de vocês sabem, eu tenho verdadeira ojeriza com relação a duas coisas: vocais femininos, no metal, e tecladinhos, ou inserções eletrônicas. Mais com relação ao primeiro, do que em relação ao segundo. E, não precisa que o vocal seja notadamente feminino, agudo, sem “força”. Basta que seja uma mulher cantando, gritando, urrando, guturalizando, o que quer que seja, eu acho odiável e horroroso, e não é por puro preconceito, já que tenho minhas razões para isso. É abominável. Nojento. Pútrido. Ignominioso. Aviltante. (Encaixe aqui os adjetivos de rejeição que mais os aprouver. Grato.) Mas, exceções existem, e essa banda é uma delas. A banda, no caso, é a Project Hate MCMXCIX (para os iletrados na numeração romana, o tio vai ensinar: I = 1, V = 5, X = 10, L = 50, C = 100, D = 500, M = 1000. E, quando você quer falar do numeral anterior às dezenas ou centenas, você coloca a letra correspondente ao numeral imediatamente inferior, na escala (isso também vale para o 5), por exemplo: IV = 4, IX = 9, XL = 40, XC = 90 e por aí vai. No nosso caso, MCMXCIX = 1999). A banda foi formada em 1998 por Lord K (Kenth Philipson) (Aliás, ridículo isso, de se auto-intitular “Lord” de alguma coisa, mas, tudo bem…), que já participou de uma enormidade de projetos (mais notadamente, tocando baixo e guitarra em algumas turnês com o Dark Funeral, e da God Among Insects, banda de Death Metal, que conta com os vocais de Emperor Magus Caligula (/rialto), do Dark Funeral), e era e ainda é, responsável pela maior parte do instrumental e das ideias musicais da banda, e pelo vocalista Jörgen Sandström, que cantou nos 3 primeiros álbuns da seminal banda de Death Metal da Suécia, Grave, além de ter tocado baixo por 9 anos na outra seminal banda de Death Metal da Suécia, Entombed. A partir do segundo registro oficial da banda, ela passou a contar com a vocalista Mia Stahl, que, depois de dois álbuns, foi substituída (felizmente), pela atual vocalista, Jonna Enckell. Fato este que deveria contribuir para eu odiar a banda, certo? Se você disse que sim, lamento informar que você falhou miseravelmente. Por mais incrível que seja, incrível até mesmo para mim, eu adorei a banda, justamente pelo fato dela contar com essa vocalista, que tem uma voz belíssima, e uma capacidade interpretativa que me deixa impressionado, sempre que eu escuto. Obviamente, se ela cantasse todas as músicas, o tempo todo, eu acharia uma merda foda, mas, o contraponto que existe entre os vocais profundamente belos da moça, com os vocais profundamente (dessa vez com um sentido de profundezas do inferno, mesmo) encapetados, do mancebo Jörgen, dá uma dimensão incrível, diferenciada e cativante para as músicas do Project Hate, o que me faz gostar demais dessa banda. Muito embora, além de vocais femininos, eles usem tecladinhos, que, graças a Odin, não são aquela coisa fluorescente e nauseante, como em outras bandas, mesmo de metal extremo. Eles são usados com moderação, mais em partes instrumentais, que servem extremamente para criar um “ambiente” para a música. Mas, vamos deixar de lero-lero (até porque essa porra de texto tá ficando enorme), e seguir para o que interessa.
The Project Hate MCMXCIX – In Hora Mortis Nostræ (2007)
Ficha Técnica:
1. Annihilation of All That is Holy 09:12
2. Crawling Through the Infinite Fields of Carnage 08:29
3. Serenades of Rotten Flesh 08:05
4. For Our Name is Chaos Eternal 09:22
5. Tear Down the Walls of Heaven 08:04
6. And Damnation Is Forced Upon the Weak 09:58
7. The Innocence of the Three-Faced Saviour 12:00
Esse é o sexto álbum de inéditas (se contarmos a primeira gravação deles, do ano de 1998, que só foi lançada em 2003) dos suecos, o que demonstra uma capacidade profícua muito grande, já que são seis álbuns em 9 anos, além de uma criatividade para não se repetir, que é confirmada pelo sucesso de crítica e de público, que eles fazem. Os álbuns anteriores a este, especialmente depois da entrada da vocalista Jonna Enckell, são todos fantásticos, mas, é no “In Hora Mortis Nostrae” eles alcançam seu ápice (que, felizmente, teve seu legado muito bem continuado pelo excelente “The Lustrate Process”, lançado esse ano), tanto técnico, quanto de criatividade, e também no aspecto “viciante”, das músicas, já que todas elas são maravilhosas, diferentes entre si, e grudentas, com riffs, solos, partes vocais, trabalho de bateria, e até mesmo tecladinhos e inserções eletrônicas, que ficam na mente. Neste álbum, eles contam com, além dos três integrantes que já citei, o guitarrista Peter “Mazza” Freed, presente na banda desde 2002 (e que a deixou, posteriormente, ano passado), o baixista Michael Håkansson, presente na banda desde 2005 (e que a deixou, esse ano), e, pela primeira vez na história do Project Hate, com um baterista humano, já que em todos os outros discos até então, a bateria era eletronicamente programada pelo nosso nefasto Lord K, na figura de Daniel “Mojjo” Molainen, que também já foi substituído, mas, cuja presença foi um dos fatores para contribuir com esse ápice criativo e técnico, presente nesse álbum.
As faixas são longas, bem longas, flertando com as mais variadas vertentes do metal extremo, principalmente o Death Metal e o Industrial Metal. São composições com várias mudanças de andamento, estruturas mais “progressivas”, mas que retém, com primazia, os elementos mais característicos da banda, que são esses de Death e Industrial, que eu disse. O andamento das músicas é análogo ao de bandas de Death Metal que optam mais pelo lado grooveado, arrastado, do que pela semelhança com o Thrash Metal, embora tenha horas em que a bateria faz uma batida bem acelerada, com um uso incrível do pedal duplo. Os riffs são criativos, extremamente pesados, que harmoniosamente se integram com o vocal arrebatador e avassalador do Jörgen, que sem dúvida tem um dos melhores e mais cavernosos guturais que já tive o prazer de ouvir. É uma voz vinda das mais profundas profundezas dos vulcões gélidos no Nordeste da Valáquia Oriental, que é muito bem “contrariado”, como dito, pelo belíssimo vocal de Jonna, que possui uma das melhores vozes femininas que já ouvi, o que torna as músicas ora agressivas e surrantes, ora plácidas. Falando em profundezas infernais, nada mais natural do que o vocal ser assim, já que as letras de todas as músicas, não só desse álbum, como da carreira do Project Hate, tem cunho anti-religioso e principalmente anti-cristão, o que nos permite saborear poesias como: “He who claimed he was the truth, He, the helpless, useless fool, The son of a whore who died for you, For nothing” (Ele que clamava ser a verdade, Ele, o idiota inútil, sem ajuda, O filho de uma puta, que morreu por você, Para nada), na música Annihilation of All That Is Holy, ou ” The time to sin is ours, The Nazarene will now go down, The martyr, retribution, Your Messiah’s execution!” (O tempo para pecar é nosso, O Nazareno agora vai cair, O mártir, retribuição, A execução do seu Messias!), na música Tear Down the Walls of Heaven. Como podem ver, algo de uma beleza e de uma docilidade incríveis.
Todas as músicas são recomendadíssimas, principalmente a Annihilation of All That Is Holy (minha preferida), Tear Down the Walls of Heaven e And Damnation Is Forced Upon the Weak num álbum cuja nota não pode ser menor do que 10, já que, além da sonoridade completamente incomum, sombria e embascante, ao mesmo tempo, ele me fez quebrar dois dogmas mais sagrados que a Santa Ceia, que eu tinha na minha vida, e foram literalmente estuprados, depois de conhecer esses caras. Recomendo que, quem gostar do que ouvir, baixe o álbum, e corra atrás da discografia, principalmente atrás do Lustrate Process, que é tão incrível quanto esse álbum que acabei de analisar, e conta com participações especiais de vários caras famosíssimos, na cena tr00-underground-para-os-fortes-de-coração da Suécia, como Christian Älvestam, L.G Petrov e Martin van Drunen, que não é da Suécia, mas é tr00-underground-forte-de-coração.
PS 1: Vídeos do Youtube:
PS 2: Download do álbum: Clique aqui para baixar o álbum. Caso peça senha, ela é: “bunalti.com”
Até a próxima, amiguinhos.
Aconteceu comigo…
Duas semanas atrás, tive um problema com minha internet (uso o Vivo 3G Ilimitado), e precisei ligar para o serviço de atendimento ao cliente (SAC), que, todos sabem, funciona maravilhosamente bem, já que os atendentes são super prestativos, atenciosos, ágeis, resolvendo seu problema em poucos minutos. Eis que, após 4 ligações mal-sucedidas, e 2 horas de espera, para enfim conseguir resolver minha questão, fui brindado com a seguinte pérola:
SAC – Boa noite, senhor, em que posso ajudar?
Eu – (Expliquei meu problema todo, pela quarta vez)
SAC – Senhor, qual o sistema operacional que o senhor utiliza?
Eu – Uso o Windows Seven.
SAC – (20 segundos pensando…)
SAC – Mas é XP ou Vista?
Eu – *balançando a cabeça* É o Vista.
SAC – Vou estar verificando a sua linha. Aguarde um momento, por favor.
Eu – Tudo bem. *Começa a tocar a musiquinha, e eu começo a rir loucamente.*
Apesar das horas de espera, esse fato valeu toda a encheção de saco. Adoro atendentes bem-informadas.



























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