Não sou tr00!

Os pais do New Metal?

Publicado em Músicas para os Posers por naosoutroo em 11/08/2009
Soul of a New Machine

O que o Nhonho tá fazendo ali?

Senhoras, senhores, meio-termos. Depois de mais de um mês de paralisação das atualizações desse malfadado blog, um arroubo de vontade surgiu no âmago do meu ser, para voltar a escrever por aqui. E, dessa vez, seguindo conselhos de pessoas sábias, tentarei escrever pouco, menos do que o normal, porque sei que é cansativo ficar lendo esse monte de besteiras que eu falo, na tela do computador. Não sei se consigo, mas, custa nada tentar. Além disso, também resolvi fazer algo um pouco diferente, desse post em diante, que é falar da discografia inteira de algumas bandas que não estão entre as minhas 10 preferidas, mas que eu gosto bastante, e são dignas de nota o suficiente, para serem comentadas por aqui.

E a primeira dessas bandas, é o Fear Factory. Formada em 1989, pelo guitarrista Dino Cazares (que também tocou baixo nos 3 primeiros álbuns), pelo baterista Raymond Herrera, e, pouco tempo depois, pelo vocalista Burton C. Bell, sob o nome de Ulceration, que, no começo do ano de 1990 seria mudado para o nome atual, traduzindo uma tentativa de expressar o som da banda no começo da carreira, uma mistura de Industrial com Death Metal, bastante influenciado pelas bandas de grindcore britânicas, que estavam alcançando sucesso naquela época, assim como por bandas como o Ministry, que começava a fazer sucesso nos EUA, influências que são claramente mais presentes nas demos e no álbum Concrete (falarei dele mais tarde), o Fear Factory foi uma das primeiras bandas a utilizar a mistura de gutural com vocal limpo, na mesma música, característica que foi marcante em boa parte do meio musical dos anos 90, assim como foi uma das primeiras bandas a mesclar elementos de música eletrônica com metal, servindo de influência inegável para boa parte dos artistas que compõem o extremamente mal visto grupo do chamado “New Metal”. Só que não são apenas esses artistas que “beberam da fonte” do Fear Factory, já que nomes como Robb Flynn (ex-Violence, Machine Head), Mark Hunter (Chimaira) e Peter Tägtgren (Hypocrisy, Pain), dentre outros, citam álbuns como o Soul of a New Machine, na lista daqueles que mudaram a música, além de utilizarem um estilo vocal que foi pioneirizado por Burton C. Bell.

Lembro que a primeira vez que ouvi falar da banda, foi no prístino ano de 2005,  quando um amigo meu, que ouvia majoritariamente New Metal, e detestava as bandas de metal mais clássico, coisas que eu tava começando a gostar cada vez mais, e me aprofundar, falou pra mim dessa banda, “Fir Faquitóri”, como ele chamava. Até me mostrou duas ou três músicas, mas eu não gostei tanto. Talvez pelo vocal encapetado, que na época eu realmente detestava (e hoje em dia, gutural pra mim tornou-se algo bastante apreciável, quando bem feito), ou por causa dos elementos mais eletrônicos, nas músicas, coisa para a qual eu sempre torci o nariz. Mas, o tempo foi passando, e no começo desse ano, quando coloquei banda larga em casa (Nem moro na roça, mas isso era um problema, pra mim. Conseguir ter banda larga.), foi a segunda discografia inteira que baixei (a primeira foi do Sodom). Desde então, já com a cabeça mais aberta para novidades, com minhas fronteiras musicais bem expandidas, fui progressivamente ouvindo as músicas, e reparando que tem muita coisa boa, e enlouquecedora por ali, principalmente o álbum Demanufacture, que é, por inteiro, clássico e fantástico. E, nos últimos 5 dias, eu não paro de ouvir as músicas desses caras, o que foi o motivo de eu escrever sobre eles, agora.

.

Fear Factory

Discografia

Soul of a New Machine (1992)

Soul of A New Machine

Soul of A New Machine

Ficha Técnica:

1. “Martyr” 4:06
2. “Leechmaster” 3:54
3. “Scapegoat” 4:33
4. “Crisis” 3:45

5. “Crash Test” 3:46
6. “Flesh Hold” 2:31
7. “Lifeblind” 3:51
8. “Scumgrief” 4:07
9. “Natividad” 1:04
10. “Big God/Raped Souls” 2:38
11. “Arise Above Oppression”  1:51
12. “Self Immolation” 2:46
13. “Suffer Age” 3:40
14. “W.O.E.” 2:33
15. “Desecrate” 2:35
16. “Escape Confusion” 3:58
17. “Manipulation” 3:29

Nesse primeiro álbum, os estilos claramente mais marcantes são o Death Metal e o Industrial Metal (tônica que mudará posteriormente). O vocal e o instrumental são semelhantes ao de bandas de Death Metal clássico, com um gutural mais grave, pouco uso de vocais limpos, riffs rápidos e pesados, bateria martelante, e uso intenso de pedal duplo (que foram capturados com perfeição pelo famoso produtor Colin Richardson), com letras que abordam a criação de uma máquina por parte dos seres humanos, que pode ser tecnológica ou governamental, segundo o guitarrista Dino Cazares, o que torna este um álbum conceitual. E essa relação homem-máquina foi abordada pela banda em todos os álbuns, até o Digimortal, de 2001.

As músicas têm duração de 3 minutos, em média, majoritariamente rápidas, com alguns breakdowns, e poucas inserções eletrônicas, no meio disso. Outro ponto notável não apenas nesse álbum, mas em praticamente toda a discografia do Fear Factory, é a ausência de solos de guitarra, componente básico das bandas de metal, o que eu confesso não ser algo que me agrada, uma música sem solo, mas que, pelo estilo das canções, seria até ruim que eles existissem, já que seria algo sem sentido, em meio a toda essa agressividade, em meio a esses sons eletrônicos, e, principalmente, seria estranho devido à baixíssima afinação da guitarra.

São muitas músicas, e a maior parte, de alta qualidade, principalmente pra quem gosta de Death Metal old is cool, bem tocado, raivoso e violento, por isso, fica difícil indicar alguma faixa como preferida. Mas, sem dúvidas, as que mais se destacam são “Martyr” (a melhor do álbum), “Scapegoat”, “Crisis”, “Crash Test” (riffs e vocais insanamente perfeitos), “Arise Above Oppression” (breakdowns destruidores) e “W.O.E” (uma excelente mistura de pancadaria e momentos mais “calmos.) Em resumo, é um álbum bastante recomendado.

.

.

Demanufacture (1995)

Demanufacture

Demanufacture

Ficha Técnica:

1. “Demanufacture” – 4:13
2. “Self Bias Resistor” – 5:12
3. “Zero Signal” – 5:57
4. “Replica” – 3:56
5. “New Breed” – 2:49
6. “Dog Day Sunrise” (Head of David cover) – 4:45
7. “Body Hammer” – 5:05
8. “Flashpoint” – 2:53
9. “H-K (Hunter-Killer)” – 5:17
10. “Pisschrist” – 5:25
11. “A Therapy for Pain” – 9:43

.

.

O magnum opus da banda. Indubitavelmente. Acho que essa frase serve perfeitamente para exemplificar o que significa esse álbum, na discografia do Fear Factory. Absolutamente todas as músicas são clássicas, todas merecem ser escutadas, todas são dignas de nota, todas são excelentes. Eu calculo ter escutado esse disco umas 59 vezes, na última semana, pelo menos. E não me canso de ouvir.

Novamente produzido por Colin Richardson, e novamente um álbum conceitual sobre as relações homem-máquina, dessa vez falando sobre os conflitos de um homem contra um governo controlado por máquinas, o Demanufacture deixa de lado boa parte dos elementos do Death Metal, incorporando características do ainda infante Groove Metal, unidas com características de Industrial Metal, o que foi uma mudança extremamente acertada. Não que eu não goste de Death Metal. Pelo contrário, é um de meus estilos preferidos. Mas, para o som do Fear Factory, essa mudança foi a melhor coisa que poderia ter acontecido, já que a agressividade permaneceu a mesma, só que mais refinada, mais lapidada e em conjunto com elementos mais tênues, mais melódicos, que dão o tom perfeito para o álbum, que é fantástico em todos os sentidos, principalmente porque seus membros participantes são ícones naquilo que fazem. Dino Cazares é um mestre das sete ou oito cordas (sim, ele usa esse tipo de guitarra), Raymond Herrera toca a bateria com tanta velocidade e precisão, que muitas pessoas pensaram que ele utilizou uma “drum machine”, na gravação desse álbum, e Burton C. Bell faz os melhores vocais da carreira, com a mistura de vocal gutural com vocal limpo sendo impecavelmente executada.

Eu indico ferrenhamente que, quem ler isso aqui, baixe esse álbum completo, ouça com calma, e prepare-se para ser atingido por uma onda esmagadora de brutalidade e qualidade sonora. É extremamente complicado destacar alguma música, mas vocês precisam ouvir antes de morrer as faixas “Demanufacture”, “Self Bias Resistor” (melhor do álbum, e uma das melhores que já ouvi), “Zero Signal”, “Body Hammer” e “H-K (Hunter Killer)” (avassaladora).

.

.

Obsolete (1998)

Obsolete

Obsolete

Ficha Técnica:

1. “Shock” – 4:58
2. “Edgecrusher” – 3:39
3. “Smasher/Devourer” – 5:34
4. “Securitron (Police State 2000)” – 5:47
5. “Descent” – 4:36
6. “Hi-Tech Hate” – 4:33
7. “Freedom or Fire” – 5:11
8. “Obsolete” – 3:51
9. “Resurrection” – 6:35
10. “Timelessness” – 4:08

.

.

.

.

Contando pela primeira vez com um baixista de fato, na gravação de um álbum, além de mais um membro para ajudar nas composições, na figura de Christian Olde Wolbers, o Fear Factory gravou o álbum Obsolete, dessa vez sem a presença do produtor Colin Richardson, o que não significou menos qualidade. Focando mais no aspecto da inserção de elementos eletrônicos nas músicas, que se tornaram mais frequentes ao longo desse disco, o que deu uma grande modernizada no som, além de uma aproximação com o New Metal, mas sem deixar de lado a marcante presença de riffs rápidos, pesados, bateria ensurdecedora, e vocais agressivos (dessa vez, praticamente sem guturais) junto de vocais limpos, os americanos conseguiram o maior sucesso comercial da sua carreira, vendendo 500 mil cópias, nos EUA. Nesse álbum, também, Dino Cazares usou afinação A na guitarra, pela primeira vez na carreira, o que ajudou a manter o som “clássico” do grupo.

Dessa vez, não apenas o álbum possui um conceito nas letras, como possui uma história conceitual, sendo contada em “cenas”, que vão prosseguindo de acordo com as músicas do álbum, contendo protagonistas e antagonistas, história essa que é bem explicada no encarte do álbum, e segue a ideia presente no álbum anterior, tratando sobre o futuro da humanidade, e como as máquinas dominarão os homens. A maioria das músicas segue a linha básica do Fear Factory, com exceção da música “Descent”, uma das melhores do álbum, que é bastante calma, e de “Timelessness”, que fecha o disco, e chega a ser melancólica, contando com a presença de violinos, o que dá um toque bastante bonito e singular à canção. Como destaque, além dessas duas que falei acima, cito “Shock” (melhor do álbum), “Smasher/Devourer” e “Freedom or Fire”.

.

.

Digimortal (2001)

Digimortal

Digimortal

Ficha Técnica:

1.  ”What Will Become?” – 3:24
2. “Damaged” – 3:03
3. “Digimortal” – 3:04
4. “No One” – 3:37
5. “Linchpin” – 3:25
6. “Invisible Wounds (Dark Bodies)” – 3:54
7. “Acres of Skin” – 3:55
8. “Back the Fuck Up” ft. B-Real – 3:10
9. “Byte Block” – 5:21
10. “Hurt Conveyor” – 3:42
11. “(Memory Imprints) Never End” – 6:48

.

.

.

No ano de 2001, no que viria a ser infelizmente o último álbum gravado com Dino Cazares, que deixou a banda devido aos constantes conflitos com os outros membros, principalmente com o vocalista Burton C. Bell, o que culminou, inclusive, na dissolução do grupo no ano de 2002, que pouco tempo depois se reformou, dessa vez sem a presença de Dino, com Christian remanejado para a guitarra, e com a entrada do baixista Byron Stroud (Strapping Young Lad), o Fear Factory lançou esse disco, que está entre meus preferidos da banda.

Com uma presença um pouco menor do lado eletrônico, e com mais foco na guitarra e na bateria, que, dessa vez, se mostram mais cadenciadas na maior parte das músicas, que são de média duração, e novamente tratando sobre a “história” iniciada no álbum “Demanufacture”, dessa vez com seu capítulo final, que mostra como homens e máquinas decidiram se juntar, por terem observado que esse era o único modo de garantirem sua sobrevivência, eles conseguiram criar um álbum bastante acessível, talvez o mais acessível de toda a carreira (que conta, inclusive, com a presença de um rapper, na faixa 8!), sem deixar de lado os elementos que os consagraram, sendo o trabalho que eu considero o melhor para quem está querendo conhecer a discografia da banda.

Apesar disso, “Digimortal” não fez tanto sucesso comercial quanto seu antecessor, já que foi considerado “muito comercial”, num sentido poser, e foi comparado com álbuns de new metal, o que fez os fãs antigos criticarem o álbum. Tudo isso levou o Fear Factory a ter pouco apoio durante a turnê de divulgação do álbum, e, com o subsequente término do grupo, o contrato com a gravadora Roadrunner foi descumprido, o que a levou a lançar o álbum Concrete (calma, já vou falar dele), e mais uma coletânea de músicas raras, para poder liberá-los.

As melhores músicas pra mim são a faixa de abertura, “What Will Become”, a faixa-título, “Digimortal”, “No One”, “Invisible Wounds (Dark Bodies)” (uma baladinha, que pra mim é a melhor canção do álbum, apesar do vocal lembrar POD) e “(Memory Imprints) Never End”.

.

.

Concrete (2002)

Concrete

Concrete

Ficha Técnica:

1. “Big God”/”Raped Souls” (Bell, Cazares, Herrera) − 2:36
2. “Arise Above Oppression” (Bell, Cazares, Herrera) − 1:57
3. “Concrete” (Bell, Cazares, Herrera) − 2:28
4. “Crisis” (Bell, Cazares, Herrera) − 3:33
5. “Escape Confusion” (Cazares, Herrera) − 4:09
6. “Sangre de Niños” (Bell, Cazares, Herrera) − 2:03
7. “Soulwomb” (Bell, Cazares, Herrera) − 2:35
8. “Echoes of Innocence” (Bell, Cazares, Herrera) − 3:04
9. “Dragged Down by the Weight of Existence” (Bell, Cazares, Herrera) – 2:42
10. “Deception” (Bell, Cazares, Herrera) − 0:29
11. “Desecrate” (Bell, Cazares, Herrera) − 2:37
12. “Suffer Age” (Cazares, Herrera) − 3:45
13. “Anxiety” (Bell, Cazares, Herrera) − 1:39
14. “Self Immolation” (Bell, Cazares, Herrera) − 2:34
15. “Piss Christ” (Bell, Cazares, Herrera) − 2:41
16. “Ulceration” (Bell, Cazares, Herrera) − 2:45

.

Sem dúvidas, o álbum mais controverso da carreira do Fear Factory, já que, originalmente, nem é um álbum. Calma, que eu explico. Essas músicas foram gravadas em 1991, pelo então desconhecido produtor Ross Robinson (que anos mais tarde viria a ser o principal responsável por gravar material das mais diversas bandas de new metal, tornando-se o mais famoso produtor desse estilo). A banda não ficou satisfeita com o contrato de gravação deste, que seria seu primeiro álbum, e então abandonou o produtor, que, não satisfeito com isso, entrou na justiça para resolver esse problema. No fim, a banda manteve o direito sobre as músicas, e Ross Robinson, sobre o álbum. 8 dessas canções foram regravadas e incluídas no disco “Soul of a New Machine” (a música Piss Christ é completamente diferente da Pisschrist, presente no Demanufacture), e, quando o Fear Factory quebrou o contrato com a gravadora Roadrunner, em 2002, ela decidiu lançar esse álbum, para ganhar um pouco de dinheiro. Por esses motivo, o Concrete não merece maiores análises.

.

Archetype (2004)

Archetype

Archetype

Ficha Técnica:

1. “Slave Labor” (Herrera/Wolbers) – 3:53
2. “Cyberwaste” (Herrera/Wolbers) – 3:18
3. “Act of God” (Herrera/Wolbers) – 5:08
4. “Drones” (Herrera/Wolbers) – 5:02
5. “Archetype” (Herrera/Wolbers) – 4:36
6. “Corporate Cloning” (Herrera/Wolbers) – 4:24
7. “Bite the Hand That Bleeds” (Herrera/Wolbers) – 4:09
8. “Undercurrent” (Herrera/Wolbers) – 4:05
9. “Default Judgement” (Herrera/Wolbers) – 5:24
10. “Bonescraper” (Herrera/Wolbers) – 4:12
11. “Human Shields” (Herrera/Wolbers) – 5:16
12. “Ascension” (Fear Factory/Rhys Fulber) – 7:05
13. “School” (Cobain; Nirvana cover) – 2:38

.

Como disse mais acima, no fim de 2002 o Fear Factory passou por sérios problemas, que quase acabaram com o grupo. Mas, felizmente, eles conseguiram superar essas questões, e com a formação reformulada, agora com Christian Olde Wolbers na guitarra, e Byron Stroud no baixo, gravaram esse disco, que de certa forma resgata o estilo mais clássico do grupo, com boas semelhanças com o disco “Demanufacture”, já que os elementos eletrônicos são menos frequentes, só que com menos agressividade, já que o aspecto melódico é bem marcante durante boa parte das músicas.

E a perda de Dino Cazares não significou perda de qualidade na composição das músicas, nem no trabalho de guitarra, que é muito bem executado por Christian, o que não gera saudade do gordão. São 13 músicas, incluindo um cover do Nirvana (que até ficou bastante bom), pela primeira vez desde o álbum Demanufacture, sem abordar o conceito de homem-máquina, e, como disse, com o lado melódico bastante em voga, o que, misturado com o também já citado estilo mais característico da “era Demanufacture”, fez o álbum conseguir sucesso de crítica, e até de vendas, já que foi lançado por uma gravadora pequena, longe de ter o mesmo apelo comercial da Roadrunner.

É meu segundo álbum preferido do Fear Factory, com praticamente todas as faixas sendo excelentes e bem recomendáveis, mas com destaque para “Slave Labor”, “Act of God”, “Archetype” (com a melhor das incursões melódicas, do álbum) e “Drones” (melhor canção do disco).

.

.

Transgression (2005)

Transgression

Transgression

Ficha Técnica:

1. “540,000° Fahrenheit” – 4:28
2. “Transgression” – 4:50
3. “Spinal Compression” – 4:12
4. “Contagion” – 4:39
5. “Empty Vision” – 4:55
6. “Echo of My Scream” – 6:58
7. “Supernova” – 4:32
8. “New Promise” – 5:13
9. “I Will Follow” (U2 cover) – 3:42
10. “Millennium” (Killing Joke cover) – 5:26
11. “Moment of Impact” – 4:03

.

.

.

.

Lançado apenas um ano após o excelente “Archetype”, esse álbum, “Transgression”, continua mantendo o estilo mais clássico do som do Fear Factory, resgate esse que foi muito bem feito, e conjugado com toques mais melódicos, que combinaram perfeitamente com o lado mais caótico do som desses caras. E essa tendência continua presente neste disco, apesar de ser menos bom que o antecessor. Boa parte dessa menor qualidade, pode ser atribuída a dois fatores: às pressões da gravadora, que os obrigou a terminar de gravar o álbum e possibilitar seu lançamento, muito antes do tempo previsto; e à produção do disco, o primeiro, desde o “Obsolete”  que não ficou a cargo de Rhys Fulber, o que gerou crítica até mesmo dos membros da banda, como de Christian, com relação ao som da guitarra, que ficou meio “magro”, além da caixa da bateria estar mais metálica.

Porém, essas questões não tornam o “Transgression” ruim, de modo algum. São 11 músicas muito bem compostas e tocadas, incluindo dois covers um tanto quanto peculiares, mostrando que essa formação tinha muito “cartucho pra queimar”, principalmente com mais tempo para elaborar e gravar as músicas, já que mesmo com um calendário apertado, conseguiram criar um disco tão bom quanto os outros da carreira do Fear Factory.

Como melhores faixas, cito “540,000 Degrees Fahrenheit”, “Transgression” (a melhor do álbum), “Spinal Compression”, “Millenium” e “Moment of Impact”.

.

.

.

Dias Atuais

Depois da gravação e da turnê do álbum “Transgression”, o Fear Factory entrou em hiato, com seus integrantes lançando projetos paralelos. Burton C. Bell participou do vocal de algumas músicas do álbum “The Last Sucker”, do Ministry, além de ter gravado o primeiro trabalho da sua banda Ascension of the Watchers. Já Raymond Herrera e Christian Olde Wolbers juntaram-se a dois integrantes da banda Threat Signal, sob o nome de Arkaea, e lançaram um álbum esse ano, que lembra bastante o estilo do Fear Factory, inclusive com Christian dizendo que metade dessas músicas deveriam ser incluídas no próximo álbum do Fear Factory.

Mas, a pior notícia possível ocorreu, também esse ano, quando Burton C. Bell e Dino Cazares resolveram reatar a amizade, o que por si só é algo bastante positivo, o que possibilitaria até uma reunião dos membros originais do Fear Factory… Isso se eles não tivessem decidido dispensar Christian e Raymond, colocando Byron Stroud e Gene Hoglan em seus lugares, para fazerem uma nova turnê e gravarem um novo disco, usando o nome da banda. Só que Christian e Raymond entraram na justiça, e o nome Fear Factory foi impossibilitado de ser utilizado por essa nova banda, que já está em estúdio gravando o novo álbum, pra ser lançado no começo de 2010. Só não se sabe com que nome, e em qual gravadora. Assim como não dá pra saber o que irá acontecer no futuro, e se Raymond e Christian vão impedir que Dino e Burton utilizem o nome do Fear Factory, e, mais ainda, se vão lançar algum novo trabalho. Veremos.

.

E, chegamos ao fim de mais um post, depois de um longo tempo. Eu prometi que ia tentar escrever menos, e até que consegui, haja visto meus antigos padrões. Mas o texto ainda ficou imenso, já que tratei da discografia inteira de uma banda. Só que eu gostei de fazer isso, e continuarei a fazer postagens desse tipo, por um tempo, até voltar a falar das minhas bandas preferidas.

Espero que vocês, meus queridos leitores, apreciem tudo que disse, gostem da banda, e, se possível baixem uns discos, que não vão se arrepender.

Soul of a New Machine

O presunto está vivo.

4 Respostas

Assinar os comentários com RSS.

  1. Menininha disse, em 11/08/2009 às 20:07

    Ufa…li tudinho… e morro de rir, de você dizendo que conseguiu reduzir seu texto…sendo que continua ENORME :)
    Essa banda é marromeno, não gosto muito, não, mas não é horrível. O som é meio estranho, pros meus ouvidos, sei lá.
    Só consegui ver um dos vídeos, da música dos toBIAS, e não gostei nada do refrão dela, mas já havia ouvido outras três músicas dessa banda. Já deu pra saber que não gosto muito.
    E eu confesso que li o nome do álbum Concrete, e só pensei em croquete. Vou já comer meu pastel.
    E a ausência de solo não me afeta em nada. Por mim, solos só apareceriam de vez em quando, quando tivesse muita necessidade.

    E eu gosto demais das intrudoções dos seus posts.
    Tá muito bem escrito, como sempre, e adoro ver você se empolgando e dizendo coisas como “(…)e prepare-se para ser atingido por uma onda esmagadora de brutalidade e qualidade sonora”. Acho fofo. Você é todo empolgadinho, com as bandas que gosta.

    Apreciei tudo que você disse, menos a banda :F
    Beijão. Sou sua fã, Nº 1.

    • naosoutroo disse, em 11/08/2009 às 20:16

      Ah, em comparação, eu reduzi bastante, sim. Antigamente, eu escrevia quase esse mesmo tamanho, pra falar de um álbum. Dessa vez eu falei de sete, sem falar muito. No custo x benefício, eu melhorei bastante, agora. =)

      E, eu gosto demais da banda, apesar de não estar no meu top 10. Num top 20, é certeza de entrar.

      Que bom que você gosta das introduções, porque são a parte que mais dá trabalho, por ser a única que preciso pensar. O resto, basta conhecer as bandas, ouvir a música, pra falar.
      E eu fico bem empolgado, mesmo. É legal falar do que eu gosto, e a segunda coisa que eu mais gosto no mundo, é ouvir música. Se pudesse ganhar dinheiro com isso, seria meu trabalho. =)

      Obrigado por ser minha fã número 1, menininha. Beijo grandão. =*

  2. PC disse, em 11/08/2009 às 22:23

    Não li tudo ainda, vou ler o resto mais tarde ou amanhã. hmm
    É muito bom que você escrava de novo, baitinga.
    E fale de uma banda que eu conheça, essa aí eu pretendo baixar alguma coisa por esses dias… vai pra listinha ;D

  3. Impalerblasphemermutilator disse, em 21/09/2009 às 13:30

    Porra, chama isso de post pequeno? HFEJLKSAHFASE


Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.