A banda do morcego heterossexual
Depois de 2 meses do último post, e de 7 meses de atraso, pra voltar a falar de música, propriamente dito, que é a razão de ser deste blog, cá estou eu novamente. Devido a isso, vou passar um bom tempo, provavelmente os próximos 10 ou mais posts, falando dos lançamentos do ano de 2010, que já ouvi, e gostei, e por este motivo, serão objeto de apreciação e análise.
Para tentar tornar tudo menos maçante, tanto pra mim que escrevo, quanto para quem lê, vou tentar auto-impôr uma regra: só posso fazer reviews com, no máximo, 4000 caracteres, excluindo, claro, as informações sobre o CD, e os links pra download, além destes textos introdutórios. Quem sabe assim, eu consigo aprender a ser conciso, falar mais em menos espaço, e torno o ato de ler meu blog mais agradável e menos torturante. Espero conseguir.
Na estreia desse novo estilo de vida, vou falar sobre o primeiro álbum de 2010 (embora tenha vazado na internet ainda no fim de 2009), que atraiu minha atenção, que foi o Ironbound, do Overkill. Fortíssimo candidato a figurar na minha lista de 10 melhores do ano, que será, se assim Krishna permitir, colocada por aqui, nos últimos dias de Dezembro, e que ocupava o posto de primeiro lugar, até o novo álbum do Exodus (do qual falarei em posts futuros), Exhibit B: The Human Condition, ser lançado. Mas, sem mais delongas, vamos ao que interessa.
Overkill – Ironbound (2010)
Ficha Técnica:
1. The Green and Black” – 8:12
2. Ironbound” – 6:33
3. Bring Me the Night” – 4:16
4. The Goal Is Your Soul” – 6:41
5. Give a Little” – 4:42
6. Endless War” – 5:41
7. The Head and Heart” – 5:11
8. In Vain” – 5:13
9. Killing for a Living” – 6:14
10. The S.R.C.” – 5:08
Overkill é uma banda de Thrash Metal, uma das primeiras da história (muitos tr00s a consideram a primeira da história, devido a demos antigas), formada em 1980, nos EUA, surpreendemente fora da famosa Bay Area, sendo assim, junto com o Anthrax, duas das bandas de Heavy Metal mais famosas da Costa Leste dos EUA (pra quem é geograficamente limitado, na Costa Leste que fica Nova Iorque e Nova Jersey, lugar de onde vem a banda). Primeiro os caras tocavam covers de Ramones e outras sofríveis bandas punks, depois passaram a tocar covers de Motörhead e Judas Priest, e, por fim, resolveram misturar as duas coisas, começar a compôr, e assim, a tocarem Thrash Metal.
Apesar de todo esse pioneirismo, o Overkill nunca conseguiu o mesmo sucesso que seus congêneres, como o chamado Big Four (composto de Slayer, Metallica, Anthrax e Megadeth), e nem mesmo de bandas como Exodus ou Testament. Sempre foram mais undergrounds, por assim dizer, apesar de sempre terem passado por grandes gravadoras (atualmente estão na Nuclear Blast), e de seu melhor álbum, pelo menos até o lançamento do Ironbound, chamado The Years of Decay, ter vendido mais de 2 milhões de cópias, mundo afora. Apesar do menor sucesso comercial, o Overkill é alvo de um número consideravelmente grande de elogios ao longo da carreira, sendo visto pelos fãs de Thrash Metal como uma banda que sempre se manteve “fiel ao estilo” (com uma ou outra altercação, sejamos sinceros), e que nunca decepcionou com os álbuns que lança, mesmo quando fez algo meio diferente do padrão, ao contrário das bandas supracitadas. Além disso, são considerados excelentes ao vivo (o que é verdade, até hoje), e nunca mudaram o estilo mais direto, das músicas que fazem, buscando sucesso comercial, fazendo um som que ainda é parecido com o executado lá no príncipio, no longínquo ano de 1983. Outro fato interessante, é que a banda tem um mascotinho, que é uma caveira com asas de morcego, grotescamente copiado pela banda de emocore, Avenged Sevenfold. Mas, deixemos isso de lado, e vamos falar do Ironbound.
Depois de muitos anos de estrada, e muitas mudanças de integrantes, sendo os únicos dois constantes, o vocalista Bobby “Blitz” Elsworth, uma das vozes mais reconhecidas do metal, e o baixista D.D Verni, o Overkill estabilizou o seu plantel, primeiro por contar com a mesma dupla de guitarristas pelos últimos 10 anos, e com a mesma banda, pelos últimos 2 álbuns (contando o Ironbound). Já que eu falei da voz do Bobby Blitz, devo deixar claro que, embora reconhecida, não é da mais fácil de gostar, “logo de cara”. É uma voz mais aguda, que pode ser irritante para os desacostumados, mas que com o tempo, passa a ser fácil de ouvir, e até de gostar. E o cara manda bem, gritando de forma avassaladora, ao longo de todos os CDs, e cantando quando é preciso, sem nunca exagerar.
E, se tem algum tipo de exagero, no Ironbound, é o exagero da qualidade. Assim, sem exagero (e sem trocadilhos infames). As músicas são todas fantásticas, sem ter uma sequer que você possa considerar como “filler”, aquelas que só entram pra preencher espaço. Todas contam com uma excelente variedade de riffs poderosos e marcantes (Alguns até que lembram clássicos do Thrash Metal, como “Seek and Destroy”, do Metallica, e “Wake Up Dead”, do Megadeth. Embora não sejam plágio, e eu talvez seja o único que ache isso.), ótimos solos por parte do Dave Linsk (na minha opinião,o maior destaque do disco), bateria muito bem executada, e uma maravilhosa performance vocal do Bobby, que tornam o CD indispensável para qualquer fã de Thrash Metal, e demonstram o porquê de todo mundo considerar o Overkill como um dos maiores representantes do estilo, até os dias de hoje. Não vou nem citar destaques individuais, porque nenhuma faixa sobressai demais em relação às outras, já que todas são fantásticas. Mas, devo dizer que a faixa de abertura, “The Green and the Black” é uma das melhores da carreira da banda, até hoje. Recomendadíssimo.
Vídeo para vocês conhecerem:
Download do álbum: Clique aqui para baixar. Caso peça senha, ela é: bunalti.com
É isso, gigórficos. Espero que tenham gostado desse “novo formato” que o titio está tentando fazer, e até a próxima. Deixem seus comentários, xingamentos, elogios, o que diabo seja, que eu respondo, com muita educação e gentiliza.
Um beijo em suas almas.
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2 Respostas
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Bandinha de merda.
Mentira. Só conheço o Ironbound, e acho bem foda.
Deveria ouvir todos os outros. Depois de dou umas dicas.